segunda-feira, dezembro 05, 2016

Maré-moto

A maré, decididamente, está a mudar. Agora foi em Itália. Seguem-se a França e a Holanda. O centrão balofo, obeso e peganhento está a ser corrido a pontapé onde quer que se apresente a escrutínio. Afinal, parece que as notícias sobre a morte da História andavam claramente exageradas. 
Como já um certo filósofo tinha vaticinado: vale mais um mau sentido que sentido nenhum. Por isso, depois do absurdo e do nihilismo materialeiro em que toda esta Europoia descambou, tudo é preferivel  à burrocracia opressiva dos castrados manteúdos. E foi isso que os federastas e trampolineiros todos de plantão não perceberam. Que o horror ao vácuo prevalece sobre todos os outros horrores. A desconstrução europeia (que se mascarou e besuntou de United Slaves of Europe) vai bem encaminhada para o ralo da história que merece. Vêm lá dias tumultuosos? Pois, se calhar... Mas antes uma boa guerra que uma paz putrefacta.


segunda-feira, novembro 28, 2016

No País das Maravrilhas



Entretanto, vão sendo lançadas lebres. Cada qual a mais aliciesca. Nos United Slaves of America, quero eu dizer.
Parece que vão recontar  os votos. A seguir vão recontar os eleitores. Mais adiante vão recontar os estados (sólido, líquido, gasoso e vicioso). Por fim, vão recontar a história.
Doutra banda, vem a revelação de rabo na boca: afinal foram ácaros russos que cozinharam os resultados em favor do Donald.  É o próprio Snowden que o revela de fonte fidedisney.
Garantido está apenas o desenlace culminante: debalde a rainha de copas procurará cabeças para cortar. A imunidade é geral. Darwin foi às urtigas, mais o surripianço ao Lamarck: nestes tempo já não é a função que faz o órgão: é a disfunção que, sobremaneira, o erradica.*

* O que também não deixa de ser verdade, apenas certifica a primeira lei do Jean-Baptiste.


domingo, novembro 27, 2016

Do Polónio à falta de Arsénico

Lembram-se do caso Litvinenko?

Estávamos em 2006 e toda a suja tranquibérnia serviu para tentar alvejar o vil Vladimiro (nessa altura já a cair «na desgraça dos anglo-toinos).
Na altura acompanhei o circo e podeis recapitular aqui as peripécias:
1. Goldfather, Goldfinger ou Goldfá(r)bula?...
2.  Sushi's ready
3.  Um rasto desagradável

Vem isto a propósito dum novo desenvolvimento na novela. Neste último episódio, mais um dramático desenlace:
«Matthew Puncher, from Drayton, who discovered the amount of polonium found inside murdered Russian spy Alexander Litvinenko, was found dead in his home in May with wounds from two kitchen knives.»
A teoria oficial: suicidou-se. De que modo inventivo: crivando-se de facadas até à morte. Não tinha arsênico lá em casa e entrou em desespero alucinante. Faz lembrar aquele tipo em África, nos anos 80, que também se suicidou com dois tiros nas costas, São muito manhosos estes suicidas desenfreados.

quarta-feira, novembro 23, 2016

O 25 de Nevoembro (reposição do postal de 2012)









«O Thermidor de Novembro trouxe de volta os brandos costumes; a extrema-esquerda pagou algumas das contas; o PC ficou, mais discreto, mas onde estava; Ramalho eanes foi o Bonaparte de um Mário Soares girondino, que simbolizaria mais que ninguém, a transição e a III República; Cavaco Silva veio depois desta história (a que já não pertence), para arrumar as contas e os cantos à casa. E foi ficando até Janeiro de 1995...»

- Jaime Nogueira Pinto, "O Fim do Estado Novo e as Origens do 25 de Abril" (Prefácio à 2ª edição)

O PREC durou enquanto tinha que durar. E o 25 de Novembro aconteceu, tarde, mas quando tinha que acontecer. O PC, a troco da impunidade negociada pelo não obstaculizar os acontecimentos, pode retirar-se para uma plácida aposentação parlamentar. Afinal, a sua missão estava concluída. Desde 11 de Novembro que já não havia mais motivo para agitação, efervescência, nem tumultos. Pois;  fora declarada a independência de Angola.
Os "brandos costumes", como diz, e bem, Jaime Nogueira Pinto, regressaram de facto. A extrema-esquerda desmobilizou e aderiu à pastagem  nos partidos do "arco do poder". O PPD pôde largar o marxismo. O PS tratou de meter sossegadamente o socialismo na gaveta. E o intrépido  Eanes tratou de montar plantão a qualquer recaída, digamos assim, menos branda. Sá Carneiro e a espinha dorsal da AD foram pelos ares, curiosamente, no auge duma campanha em que apoiavam um candidato descentrado. Contra Eanes.
Chegou pois tarde demais, o 25 de Novembro, e terminou cedo demais. A ideia entre os "Comandos" não era exactamente assim tão branda.  Pouco tempo depois, Jaime Neves teve a recompensa pelo resgate nacinhal: a título de lhe imporem o curso de generais (subida honra que ele mandou enfiar num certo sítio ao então Garcia dos Santos, CEMGFA - e outra das figurinhas do brando presépio subsequente), foi afastado do comando do regimento perigoso e mandado para a prateleira, digo, reforma. O próprio Regimento de Comandos, antro suspeito e estacionário, foi também ele sendo vilipendiado e denegrido por toda a espécie de imprensa gaiteira, até à sua extinção nos anos 90.
E assim, todos, com a diluição europédica pelo meio, vivemos muito felizes e contentes até à bancarrota actual. A parede no fim do beco. Ou a luz do comboio ao fundo do túnel. É só escolher consoante a preferência for de índole mais estática ou dinâmica.

Ou pensavam que da árvore da traição frutificava o quê, cornucópias?  Bem, frutificar, até frutificam, mas não são para todos. É só para quem tem a agilidade e afoiteza de trepar.





PS: Dos Comandos, hoje e sempre, o que importa registar é que é a força militar mais condecorada em combate do exército português. E aquela que, em percentagem, mais sangue verteu em defesa da pátria. O resto é ruído. O regime que muito lhes deve sempre lhe pagou com a moeda dos traidores, dos ingratos e dos cobardes. A começar na própria corporação militar, passando pela classe pulhítica e terminando, com imundo destaque, na súcia jornalixeira e merdiática que sempre lhes devotou um ódio rasteiro, canino e ranhoso. Resquício dum tempo e duma grandeza que, para todos estes pigmeus morais, mentais e históricos, importa apagar e soterrar. Luso-avatar duma Esparta antiquíssima num tempo de decadência ateniense regurgitada e reciclada ad nausea.

terça-feira, novembro 22, 2016

Acrogamia e plutofacção



 Um artigo muito informativo sobre a ascensão académica do genro do Donald:

 É curioso que a Bruxa também tinha (e tem) um genro de idêntico quilate. O mito da endogamia judaica não passa disso mesmo, uma lenda. Na realidade, os tipos, como qualquer pato-bravo compulsivo que se preze, não casam é com pobretanas e pelintras. Pelo contrário, buscam (e praticam, sempre que a vítima se distrai) o endo-alpinismo (ou acrogamia, em termos eruditos) à força toda. Há ali como que um instinto parasita de insecto colectivo que se sobrepõe e determina a individualidade.  Terão os coitados sido incubados por alienígenas*? Às tantas, começo a achar que a teoria alucinada do Ildefonso Caguinchas até tem pernas para andar.


Por outro lado (na verdade, o mesmo), Harvard, como qualquer bordel de luxo, rege-se por uma "meritocracia" plutofacciente; ou seja, pagas, entras e f...azes; não pagas, não entras nem f...azes. Aliás, a metodologia está generalizada por esse mundo, com todos os seus filtros, destiladores e camuflagens. O nível actual das "elites ocidentais" atesta disso mesmo. E parece que a própria Igreja não escapou à epidemia.

*- Notem que quando digo "alienígenas" não me refiro necessariamente a seres dotados de inteligência ou planos conspirativos contra a nossa espécie. Pode ter sido, por exemplo, um insecto qualquer doutro planeta, turista involuntário por via meteórica, que picou e contagiou um qualquer ancestral abraamico. Daí, eventualmente, a  crónica e incurável antropofobia dos descendentes deste. 


domingo, novembro 20, 2016

Submarino ao fundo?

«Merkel admits Europe-US free trade deal is dead» 

Olha, que chatice!... Estou aqui lavado em lágrimas.  

Entretanto, atenção, papagaios de serviço! Alteração de meme: doravante, em vez de "conspiracy teoria", devem passar a gritar, estridentemente, "fake notícia".  A agência central já emitiu as novas directivas. E em relação aqui à casa, fica já o aviso: não serão mais aceites etiquetas e emplastros de arremesso com o "conspiraçãozinha da teoria" ultragasto. Actualizem-se na treta, sff. Continuarão a ser objecto da mesma incineração sumária, mas ao menos sempre ardem com aquele sentimento de upgrade cumprido (ou penso mudado, se quisermos entrar em detalhes íntimos).

quinta-feira, novembro 17, 2016

Fim de década alucinante

Uma projecção plausível do futuro, com o Trump das promessas, poderia antever uma III Guerra Mundial. Agora contra o IV Reich, e pelos mesmos Aliados principais. Estados Unidos, Reino Unido e Rússia dum lado, a Alemanha ocupadora da Europa do outro. Uma diferença deveras significativa, aliás duas, poderiam ser resumidas a:
1) O IV Reich é o herdeiro da União Soviética;
2) Não será preciso dar tiros. Os Aliados limitar-se-ão a uma forma (merecida) de geo-bullyng.

Já agora, importa acrescentar, que o III Reich, com todos os seus defeitos e frenesins, foi, não obstante, de uma bravura incontestável. Ao contrário do IV, que é de uma mariquice e parvoíce assustadoras. Deve ser um dos resultados da mestiçagem ideológica.

quarta-feira, novembro 16, 2016

Popelitismos e populismos

"Cuidado com a onda de populismo que vai fustigar a Europa!... Às armas, aos penicos, às video-câmaras!..."
Clama o cão, o gato e até o nosso Hipo-Costa. E profere isto, com ar solene, ao lado do primeiro Ministro espanhol, cacique do Partido Popular Espanhol, e membro da família política  dominante na União Europeia: o Partido Popular Europeu.

Ao mesmo trempo, o anão cabeçudo Rangel lança um alerta semelhante. Elenca mesmo os locais infectados: Bulgária, Húngria, Moldávia, republica Checa... todos contaminados de russofilias e putino-estipêndio. Anão, esse, que, recordo, é um dos vice-presidentes do tal Partido Popular Europeu.

Portanto, há um populismo que é bom, sofisticado, ultra-pasteurizado (um popelitismo, chamemos-lhe assim), e um populismo que é péssimo, imundo e odioso (odioso, porque atestado de ódios, sobretudo aquele que os "populistas" benignos e beneméritos com o dinheiro alheio -chamem-se eles socialistas, sociais-democratas ou democratas não sei quê, no que concerne, por exemplo, às questões da agenda globandalhista - lhe devotam e desferem a todas as horas e oportunidades).Quanto às diferenças, manifestas e comprovadas, entre ambos parece que se resumem a uma (todavia, capital): os populistas benignos, ou popelitistas, só exercem a demagogia em período eleitoral, como forma de sedução (uma vez eleitos, nada do que prometeram cumprem); Os populistas maus exercem a demagogia em período eleitoral (segundo os seus detractores) e, uma vez eleitos, executam grande parte do prometido. Ou seja, em bom rigor, os populistas maus são aqueles que, na verdade, não são populistas nem demagogos profissionais. A limite, e no pior dos casos, é o velho desprezo da indústria pelo artesanato, ou  do amor ao lucro pelo amor à arte.

Resta saber, e a ver vamos, que espécie de "populista" é, de facto, Donald Trump. Uma coisa é, desde já, certa: deixou-me curioso. 


terça-feira, novembro 15, 2016

Self-made-President

Entretanto, custa assim tanto a perceber (e a digerir) que algum dia a terra do self-made-man havia de gerar um self-made-president? Aproveitou a maré, surfou a oportunidade?... Mas não é aquela, por lenda e reputação, a land of opportunity (matriz do american dream)?
De tanto injectarem Escola de Chicago para a veia, lá como cá, na Europa, até se esqueceram do essencial: não é só a Terra que não pára quieta - os povos, mesmo soterrados sob toneladas ininterruptas de lixo e despejos (e também por isso), fermentam abalos.